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Em busca de descobertas, inclusive da descoberta de mim mesma. Twitter @jana_laf

sábado, 30 de julho de 2011

Carta aos Grandes Guerreiros


Grandes... sempre serão GRANDES guerreiros,

Difícil selecionar as palavras certas. Mesmo que eu escreva tudo que passamos, nada chegará perto do que realmente vivemos. Mesmo que eu os incentive com as palavras mais eloquentes, verdadeiramente só há uma forma de permanecer no caminho e não desanimar: a adoração. Isto só depende de vocês.

Repito o que sempre disse pra vocês: NADA, NADA, NADA poderá apagar o que vivemos. Nenhuma mentira, nem a distância poderá distorcer o que vivemos, choramos, cantamos, rimos, aprendemos.

Sou grata a Deus por todos líderes que eu tive, por todos os companheiros de trabalho nos ministérios, mas o que faz meu coração transbordar em alegria é olhar pra trás e ver que fiz alianças preciosas, fui presenteada com amigos como vocês. Quantas vezes pensei "eu não consigo", olhava pra vocês ao meu lado e via que eu precisava seguir em frente, e sem nenhuma palavra vocês me incentivavam simplesmente por estarem ali. Eu aprendi muito mais com vocês do que pude os ensinar.



Quantas vezes eu não tinha condições de conduzir o louvor, mas derramava ali tudo que tinha, mesmo que o que eu tinha naquele momento eram apenas "vestes de luto", foi tão bom quando aprendi que não preciso estar bem pra me achegar à Ele. E que o desejo Dele é que nossa alma se expresse em adoração do jeito que ela está.

Unidade + Disposição = Louvor. Hoje eu acrescentaria mais alguma porções nesta equação.

Vi que atingimos o "ponto" certo no dia que não precisávamos mais das palavras e a gente começou se entender apenas no olhar. E mesmo não vendo mais vocês, tenho um amor muito grande, minha intercessão continua intensa e sincera por vocês. Vocês são preciosos demais pra mim!

Toda fase de transição não é fácil. Ainda estou aprendendo, e cada dia que passa vejo que sou apenas uma “aprendiz” neste grande Reino! Hoje eu não quero passar nenhuma “frase de efeito”, não quero ser “culta”, quero simplesmente abrir meu coração para vocês dois.

Vejo tantos pastores e pessoas querendo viver a verdade no Reino de Deus entre amigos! Estes dias eu li sobre “Construir um Reino entre amigos”... Acredito que este foi o grande desejo de Jesus “Não os chamo mais de servos, mas de Amigos”... Como é bom falar esta palavra “Amigos”...

Meus dois pequenos/grandes Guerreiros e amigos, eu ainda não vivi plenamente a frase “construir um Reino entre amigos”, mas com vocês pude viver um pouco disto e, ao trazer à memória o que vivemos me dá esperança. Esperança de continuar, de seguir em frente, de ver e viver o novo do Senhor!

Sempre agradeço, mas hoje, mais uma vez agradeço por tudo que vivemos, incentivos que vocês deram, companheirismo, afinidades, compartilhar as coisas mais sérias e as mais bobas... era bom simplesmente estar perto. Quantas madrugadas fui para os pés do Pai simplesmente pra agradecer por vocês e pedir “PAI!!! Sustenta-os em Teus braços!!!”.

Quantas madrugas escutando e escolhendo músicas, pensando nos ensaios, nas divisões de vozes, na presença de Deus, nos ensaios "informais". Milhares de sms's. 

Não sinto saudade de lugares, mas de pessoas, e de pessoas como vocês. Porém HOJE, sim literalmente: HOJE (sexta) eu comecei entender que o agir de Deus vai muito além do que podemos SONHAR ou IMAGINAR.

Não foi fácil deixá-los “pra trás” quase afogados em lágrimas, mas eu precisava e preciso seguir em frente... Tudo que eu tinha não era nada além de um sonho e uma interminável fé (como diz a canção). E ainda estou aqui sonhando e caminhando...

Com o tempo vou compartilhar um pouco do muito que estou vivendo no Pai. Se eu puder resumir em uma frase eu escolheria “Já valeu a pena”.

Mesmo queimando as pontes com o passado, nunca deixarei vocês do lado de lá da ponte,. Lá trás só ficam lugares, lembranças e tudo que não vale a pena... vocês sempre virão comigo, na lembrança, no coração e sempre que quiserem.

CREIO que os últimos meses foram meses de muito crescimento para vocês!!! Espero que tudo que vivemos esteja ajudando vocês, principalmente a visível diferença entre um músico talentoso e um músico ungido.

Amo vocês, ungidos do Senhor!

Não percam o alvo, não percam a fé, não percam a adoração!!!

Sempre: não só de palavras, mas de todo coração...
Jana





segunda-feira, 18 de julho de 2011

Você percebeu?



Estação de metrô de Washington, DC, em uma manhã fria de janeiro de 2007. Um homem com um violino havia tocado seis peças de Bach por cerca de 45 minutos. Durante esse tempo, cerca de 2.000 pessoas passaram pela estação, a maioria deles no seu caminho para o trabalho. Após 3 minutos, um homem de meia idade percebeu que havia um músico tocando. Ele diminuiu o passo e parou por alguns segundos e, em seguida correu para cumprir sua agenda …

4 minutos depois:
O violinista recebeu seu primeiro dólar: a mulher jogou o dinheiro no chapéu e continuou caminhando.
6 minutos:
Um jovem estava encostado na parede para ouvi-lo, em seguida, olhou para o relógio e começou a andar novamente.
10 minutos:
Um menino de 3 anos parado, mas sua mãe puxou-o junto às pressas. O garoto parou para olhar para o violinista novamente, mas a mãe pressionou a criança continuou a caminhada, virando a cabeça o tempo todo. Essa ação foi repetida por vários outros filhos. Todos os pais, sem exceção, forçaram seus filhos para passar rapidamente.
45 minutos:
O músico tocou continuamente. Apenas 6 pessoas pararam e escutaram por algum tempo. Cerca de 20 deram dinheiro, mas continuaram andando. O homem reuniu um total de US $ 32.
1 hora:
Ele terminou de tocar e o silêncio tomou conta. Ninguém notou. Ninguém aplaudiu, nem houve qualquer reconhecimento.

Ninguém sabia, mas o violinista era Joshua Bell, um dos maiores músicos do mundo. Ele tocou uma das peças mais complexas já escritas, com um violino de US$ 3,5 milhões. Dois dias antes, Joshua esgotou os assentos de um teatro em Boston, os quais custavam em média US$ 100.

Esta é uma história verdadeira. Joshua Bell incógnito tocando na estação de metrô foi organizada pelo Washington Post como parte de um experimento social sobre a percepção, o gosto e as prioridades das pessoas. As questões levantadas: em um ambiente comum em uma hora imprópria, percebemos a beleza? Paramos para apreciá-lo? Reconhecemos o talento em um contexto inesperado?
Uma conclusão possível chegar a partir desta experiência pode ser esta:
Se não temos um momento para parar e escutar um dos melhores músicos do mundo, tocando algumas das melhores músicas já escritas, com um dos instrumentos mais bonitos já feitos… Quantas outras coisas será que estamos perdendo?

Isso me faz lembrar do que Joshua Davis concluiu em sua palestra no TMDG 2008:



"É difícil enxergar o seu ambiente
quando você está no seu ambiente.
Procure o visível invisível"

Você tem notado alguma coisa ultimamente? Você parou para apreciá-la?

domingo, 17 de julho de 2011

Você está tão longe de mim...

"Sonhei uma vez que te perdi, nós estávamos em icebergs. E não consigo me lembrar se estava flutuando para longe de você ou se você estava flutuando para longe de mim.
Mas lembro-me de ter acordado ao teu lado. Era o meio da noite e estava chovendo, como esta noite. E eu te escutei respirando, me acalmando. Era como se pudéssemos falar sem palavras. Fico pensando como e quando nós aprendemos esta linguagem secreta. Eu só sei que em alguns pontos entre os silêncios, eu te escutei.

E agora estou largada com palavras, essas imprestáveis, quando tudo o que eu quero é estar ao teu lado novamente, pra te fazer sentir seguro, pra te ajudar a dormir. Pra te trazer de volta pra mim"

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Morte, arte e chuva...

Oi amigos! Tudo bem?

Antes de tudo quero agradecer as visitas no blog mesmo sem ser atualizado, você que vem sempre aqui procurar algo novo, obrigada!

Ainda estou sumida. Sem justificativas, apenas estou "sem palavras", e as palavras que já estão prontas não me identifico com elas para postá-las. Porém, hoje resolvi escrever. Como outrora disse "escrever sem neuras ou preocupações", apenas lançar as palavras ao vento.

Você deve se perguntar o motivo deste título do post. Explicação:

Cabisbaixas em *sala de aula, conversando com uma amiga, o professor entra e nos diz "Queridas, não fiquem tristes, sorriam, vocês são lindas e no mundo de hoje a mulher é o último sopro arejado de vida" - Mario Chamie

Hoje faleceu o Mario Chamie (leia aqui a notícia completa), ele foi meu professor quando estudei na ESPM. Apesar da pouca estatura, era um grande poeta. Não somente pela carreira ou por tantos títulos, experiência, talento e prêmios que acumulou. Ele transmitia em cada frase seu dom no domínio das palavras, em aula, numa brincadeira ao entrar na *sala, em simples conversas nos corredores das salas, ele suspirava palavras inspiradoras e criativas, suas palavras eram genuinamente belas obras de arte. Lembro que há alguns anos ele nos contou a história e arte da escrita impressa, disse que muito em breve estariam sendo lidas nas páginas fluídas (não mais impressas) dos tablets (que até então não sabíamos que seria tão rápido e acessível). 

Sempre achei o dom de escrever bem uma das mais belas artes, e como todo dom, devemos aprimorá-lo. Neste caso: lendo bons livros, poemas, ouvindo boas músicas, conversando com pessoas experientes e assim vamos moldando e alimentando nossa obra. O Professor Mario me ensinou esta relação entre as palavras e o design, uma combinação que eu ainda não sei explicar (ele era o mestre), mas é impactante de ver. Como neste poema que dele, que uma vez citou em aula e fui impactada... Nunca mais esqueci, ainda mais quando enfrento chuvas interiores. 



Chuva Interior, por Mario Chamie.

Quando saia de casa
percebeu que a chuva
soletrava
uma palavra sem nexo
na pedra da calçada.

Não percebeu
que percebia
que a chuva que chovia
não chovia
na rua por onde
andava.

Era a chuva
que trazia
de dentro de sua casa;
era a chuva
que molhava
o seu silêncio
molhado
na pedra que carregava.

Um silêncio
feito mina,
explosivo sem palavra,
quase um fio de conversa
no seu nexo de rotina
em cada esquina
que dobrava.

Fora de casa,
seco na calçada,
percebeu que percebia
no auge de sua raiva
que a chuva não mais chovia
nas águas que imaginava.


Estou sentindo falta das artes, poemas, palavras, boas músicas, teatro e principalmente pessoas que respiram e inspiram arte.

Fico por aqui... em meu silêncio feito mina, explosivo sem palavra...
Silenciosamente,
Jana